terça-feira, 23 de junho de 2015

De Vagar

A cidade dorme
Mas alguns estão acordados
Enquanto alguns estão em sonhos
Outros
Na noite vagam
E divagam
Sobre tudo que lhes envolve
Esperando talvez
no dia seguinte
Acordar
Com muito menos
à vida
perguntar.

-Lisieux Marc, 21/06/15


quarta-feira, 4 de março de 2015

That Bittersweet Hold of You

How good it feels
to see in you in my arms
Not in others' ones
As it's been for a while

How good it feels
to hold you in my arms
Like it was the right thing
Even if just for a while

How good it feels
To hold you for a while
And that in that moment
you are mine
And not other wrong guys'
As you'd been for some time

How good it would feel
To wake up with you in my arms
Not for a while,
not for a day...
But for a time
To lose count

Lisieux Marc

sábado, 13 de dezembro de 2014

O nosso amor?


Nosso amor se enforcou
E agora tenho em minha boca um gosto amargo
Eu, que mal fumo um cigarro
Traguei mais que meus pulmões podiam aguentar

Nosso amor se sufocou
Meio assim, sem alarde
Como duas mãos que vêm na calada da tarde
No meio daquele cochilo gostoso
E nos tomam o pescoço de assalto

Nosso amor se afogou
E eu, que tomava muito menos porres
- de bebida e de amor
do que antes
Acordei atropelado -
pela ressaca,
não por um barco

Nosso amor se matou
E nós permanecemos
Mas, por milagre ou pela vida
em algum cantinho
ele ainda respira.
E perdido vai ficar
até que, se um dia,
o voltemos a procurar

O nosso amor?
Diz que foi por aí...

Lisieux Marc - 13/12/14

sexta-feira, 7 de março de 2014

Cheiro de Quero Mais

Chego em casa e procuro teu cheiro
Em minha camisa
Em meus lençóis
O acho, efêmero
mas não me desespero:
Logo mais tem mais de nós.


Lisieux Marc - 03/2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Crônica Fugidia

~Casal feliz~ sentado grudadinho no banco da Liberdade
Lugar onde estavam um mês atrás ainda solteiros
Morador de rua verbalmente tenta lhes podar essa tal liberdade
Mas só ignoram e continuam seus beijos
Enquanto outro morador parece defendê-los

Instantes depois este lhes vêm
Pedindo desculpas pelo amigo agressivo
Se vai e logo volta
Dando ao ~casal feliz~ por ele nomeado
Uma rosa pra formalizar o pedido

Casal feliz sorri agradecido
Pois mal sabia tal morador de rua
Que estavam fazendo um mês juntinhos
E que, ao contrário do que se poderia imaginar
Neste um mês receberam de reação à sua relação
Muitos sorrisos.

Enfim, vamo lá:
isso aqui é prá
ao meu par falar
Obrigado pelos sorrisos causados,
compartilhados e irradiados
neste um mês
Principalmente em mim
e, óbvio, contigo...
E tenho dito.




Lisieux Marc - 02/2014

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Do Sopro ou do Respirar?




Te trago pro meio disso tudo
Ou é você que vem
Do lado de cá do mundo
Da emoção, também

Trazes palavras bonitas
Faz-me encher o pulmão de ar
Parado à minha frente
tu me fitas...
Imagino se vais minha mão tomar

À ti apenas peço
que sejas sincero
E que em vão
Não me faças suspirar

Peito aberto é armadilha
pra passo em falso dar
E dos sopros da desilusão
meu coração
não quer mais se insuflar.

Lisieux Marc - Junho/13




"Meu coração
 já cansou de tanto choro derramar... ♫"

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

In-senso


À giz numa parede colaborativa provisória num bar no Santa Tereza. Se alguém ver por aí me conta... :D

terça-feira, 28 de maio de 2013

Acorda, Garoto

"Abre los ojos..."



Ei, garoto. Acorda. Desperta pro dia novo que chega de mansinho, e depois rasga retinas dantes em repouso, e que traz de volta a rotina, moço. Abre os olhos rasos de sono, frescos do ar da manhã. Enxerga todas as coisas do mundo daquele jeito só seu. Vê onde estás, vê tudo de bom que há na tua existência, sê grato por isso. Encara a vastidão do universo com o coração em punho. Encara a pequenez de tua metrópole com o mistério desse universo, "mostrando como és e sendo como podes". Sai de viagem de vez em quando, que amor há em todo lugar que você chamar de lar. Mas num esquece dos seus, quando numa rodopiada qualquer, numa roda de dança mundo afora, pensar em se quedar por ali. Requebra, garoto, que a vida é um eterno gingado daquilo que se tem na mão, na cabeça e no coração. E agora dorme, garoto: que amanhã o sol te chama de novo.