Ninguém liga
Ninguém fala
Ele cala
Ninguém avisa
Ninguém importa
Ele cala
Ninguém pergunta
Ninguém assunta
Ele cala
Ninguém deixa de falar
Ninguém deixa de importar
Ninguém deixa de ouvir
Ele repensa.
Ele fechado,
Ele calado...
Ele:
Errado.
Meu jeito de exaltar em palavras tudo aquilo que o mundo ousa por vezes relevar. O azul do mundo visto através dos meus olhos.
terça-feira, 22 de maio de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Sou nau.
Sou nau que navega em mar aberto
Nau que navega por seu oceano predileto
Sou nau que navega pela vida
Buscando nela igualidra
Sou nau.
Nau que busca por um sentido
Por um lugar seguro, um motivo
Sou nau que pela vida anda perdida
Mas é esta perca, encontro.
De mundos e oceanos
De vidas e de planos
Da alegria de cada dia
Sou nau da vida.
Vida de enganos,
Erros mundanos.
Vida de maresia,
Fantasia.
Sou nau que navega pela vida
E que sabe que porto seguro
é onde quiser que seja.
Sou nau que pelas tempestades passa,
Esbraveja
Nau que resiste às águas quebrantadas
Às marés desenluaradas
Aos dias à deriva
Sou nau que companheiras naus tem,
Naus amigas.
Sou nau por tudo e sou nau por isso.
Sou nau sem aviso.
Sou nau num oceano de amor e de belezas
Sou nau. Tenho certeza.
Nau que navega por seu oceano predileto
Sou nau que navega pela vida
Buscando nela igualidra
Sou nau.
Nau que busca por um sentido
Por um lugar seguro, um motivo
Sou nau que pela vida anda perdida
Mas é esta perca, encontro.
De mundos e oceanos
De vidas e de planos
Da alegria de cada dia
Sou nau da vida.
Vida de enganos,
Erros mundanos.
Vida de maresia,
Fantasia.
Sou nau que navega pela vida
E que sabe que porto seguro
é onde quiser que seja.
Sou nau que pelas tempestades passa,
Esbraveja
Nau que resiste às águas quebrantadas
Às marés desenluaradas
Aos dias à deriva
Sou nau que companheiras naus tem,
Naus amigas.
Sou nau por tudo e sou nau por isso.
Sou nau sem aviso.
Sou nau num oceano de amor e de belezas
Sou nau. Tenho certeza.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Não, eu não sambo mais em vão.
E cantava em uníssono
com seu eu-lírico,
com seu eu interior:
tudo, tudo, tudo vai dar pé,
tudo tudo vai dar pé.
E nutria sua positividade,
porque isso era de sua personalidade.
E nada isso haveria de mudar
disso não deveria duvidar.
E jogava alegria,
Samba e folia
Para seu caminho alegrar
Para seu bloco passar:
Seus amigos a quem tanto valorizava,
a música a quem tanto amava,
os bons momentos aos quais tanto se dedicava,
sua alegria a qual tanto prezava.
Porque tudo, tudo vai dar pé...
♪ E quem se atreve a me dizer do que é feito o samba? Quem se atreve a me dizer...
com seu eu-lírico,
com seu eu interior:
tudo, tudo, tudo vai dar pé,
tudo tudo vai dar pé.
E nutria sua positividade,
porque isso era de sua personalidade.
E nada isso haveria de mudar
disso não deveria duvidar.
E jogava alegria,
Samba e folia
Para seu caminho alegrar
Para seu bloco passar:
Seus amigos a quem tanto valorizava,
a música a quem tanto amava,
os bons momentos aos quais tanto se dedicava,
sua alegria a qual tanto prezava.
Porque tudo, tudo vai dar pé...
♪ E quem se atreve a me dizer do que é feito o samba? Quem se atreve a me dizer...
Divagações d'outro ano
E talvez ele fosse ao mesmo tempo seu equilíbrio e desequilíbrio, os quais perdeu e ao mesmo tempo recuperou quando ele se foi. Talvez ele não tivesse voltado a ser quem era, mas se transformado num ser com muito mais desequilíbrio. Talvez, talvez. E nesse sentido, se arrependia de ter pensado muito mais que ele era seu desequilíbrio...
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Dilemas
Organização. Talvez fosse isso tudo o que precisasse, pro próximo semestre, pro próximo ano, pra vida. Pois ao final de tudo, ao final do ano, via que toda essa agitação não era lá mil maravilhas. Sabia que era algo inerente à ele, mas que podia ser contido com disciplina e com uma maior frequência, necessária, pra quando fosse deixar a agitação rolar livremente, que fossem ocasiões mais tranquilas, a-noite-é-uma-criança e etc, e não ficar aquele ressentimento na hora que isso pesasse negativamente em outras áreas de sua vida. Precisava de um maior equilíbrio, de mais freio, de mais cuidado nas escolhas de sua vida. Claro, os contra-argumentos eram fortes - trabalho e estudo o dia todo, lazer é merecido no fim de semana - "all work and no fun makes Jack a dull boy" - mas ter que adiar esse lazer em momentos importantes como no início de férias era algo que lhe fazia repensar isso muito, até porque não gostava de não poder agitar quando quisesse, quando tal amigo chamasse, etc. E era o que tinha feito o ano todo - e se divertido à beça, sem dúvidas - mas por isso mesmo nem seria justificável ceder à sua própria vontade nesse momento em que era necessário contê-la - apesar de que as vezes achava que se saía mais bem fazendo-o. Mas não, era apenas serotonina falando que domina - egoísta que era ela, gostava de satisfazer apenas a si, sendo que havia todo um cérebro e corpo a serem satisfeitos aquém dela, essa serotonina.
Deixava isso aqui postado como registro, como nota mental e como promessa-de-ano-seguinte. Veria.
Deixava isso aqui postado como registro, como nota mental e como promessa-de-ano-seguinte. Veria.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Minimamente Feliz
Bom, primeiro post não-autoral aqui... Porque achei o texto lindo e porque diz muuuito sobre minha filosofia de vida/jeito de ser. Quem me conhece vai concordar =]
"A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.
Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular:
'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'.
Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'.
Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.
Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera."
Pela jornalista Leila Ferreira. ( http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1690767-10387,00.html )
Muitos pôr-de-sóis pra todos! :D
"A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida.
Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.
'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.
Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular:
'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'.
Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'.
Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?
Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.
Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam.
Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera."
Pela jornalista Leila Ferreira. ( http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1690767-10387,00.html )
Muitos pôr-de-sóis pra todos! :D
sábado, 1 de outubro de 2011
A Música
A música é inquietação na alma
É lascívia que salva
Do mal olhado
Daquele bucado
De coisas ruins do cotidiano
Como um passar de pano
Que limpa as impurezas
Faz esquecer as incertezas
Ao soar da nota de um piano
Recordações de aniversário de um ano
Tudo aquilo que você pensa
Condensado num vinil por uma prensa
A música é elevação da alma
É arte que por si só fala
Que nunca pode ser calada
Que nasceu para ser exaltada.
*Uma breve declaração de amor minha para a música, meu amor eterno <3
É lascívia que salva
Do mal olhado
Daquele bucado
De coisas ruins do cotidiano
Como um passar de pano
Que limpa as impurezas
Faz esquecer as incertezas
Ao soar da nota de um piano
Recordações de aniversário de um ano
Tudo aquilo que você pensa
Condensado num vinil por uma prensa
A música é elevação da alma
É arte que por si só fala
Que nunca pode ser calada
Que nasceu para ser exaltada.
*Uma breve declaração de amor minha para a música, meu amor eterno <3
Lost & Found
Perdido estava,
Achado estava.
Perdido...
e salvo.
É, a vida e suas multifacissitudes...
Achado estava.
Perdido...
e salvo.
É, a vida e suas multifacissitudes...
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